Ele começa a recolher os cacos de vidro das taças que foram quebradas durante a discussão. Ele nã acredita que aquilo aconteceu, era pra ser um dia especial "As taças...foram presente de casamento...quanto tempo faz...". Ele ainda ouve o silencio que o choro dela provoucou em seu coração, recolhendo os cacos de vidro e vendo os seu reflexo refletido da mesma forma que as taças, em pedaços. "Quanta bobagem! Como começou Meu Deus!!! O Que fizemos!!!". E no meio das taças, ele encontra um retrato, também quebrado, e se lembra dos bons momentos qu tiveram juntos. "Justo hoje!? Por que?". Olha os presentes que eles iam trocar e chora ao ver que tinha um cartão junto do Cd preferido deles, com música do prmeiro beijo. Ele tinha vontade de sumir, se pudesse, escorria pelo ralo da pia, se desfaria assim como uma nuvem ou como os sentimentos mais frageis.
Ela retorna:
_ Oi,- diz com a voz trêmula.
_Oi - diz ele quase sem voz.
_ Posso te ajudar?
_ Pode...
E eles começam a recolher tudo e botar num saco de lixo, como se os restos fossem a briga deles e quando terminassem estaria tudo esquecido. Ela se corta com um dos cacos. Então ele percebe, as palvras são como os cacos, podem fazer feridas que não sangram...mas isso não as torna mais fáceis de cicatrizar.
_ Você me perdoa? - Ele pergunta soluçando.
Ela hesiat por um instante e olha ele com os olhos enevoados pelas lágrimas.
_ Claro.
Eles se abraçam.
Algumas coisas te ferem, outras te curam, se você pode ferir, pode curar, e tudo com o mesmo poder: o das palavras. Tenha cuidado quando for falar.
domingo, 6 de abril de 2008
O Retorno Homeopático
Uff...Uff..Pessoal, to de volta...ou quase! Nos finais de semana, sempre que eu puder estarei olhando os blogs da galera, comentando e essas coisas que um "blogueiro" faz. para não perder o custume eu postarei algo no texto seguinte, grande abraço a todos!
terça-feira, 4 de março de 2008
Eu por eu mesmo
Sempre gostei de ler e escrever. Desde pequeno eu me sentava com um livro na mão e passava horas lendo. Tudo começou com gibizinhos da Turma da Mônica e do Pato Donald, depois fui apresentado por meu tio ao lendário Sherlock Holmes. Fiquei fascinado, tanto que influenciou até o que eu escrevia. Eu fazia quadrinhos humorísticos e passei a criar historias de mistério e suspense.
Falei parar meu tio que havia gostado dos livros do Sherlock Holmes e ele me presentou com vários livros, não só do o detetive de Conan Doyle mas muitos outros autores e personagens. Comecei a freqüentar a biblioteca da cidade e fui descobrindo grandes nomes como Shakespeare, Balzac, Dante, Dostoievski, Verne, etc.
Os meus preferidos eram aqueles livros fantásticos, com bastante fantasia, ficção, surrealidade. Gostava de ficar imaginando aqueles mundos. Imaginava também como seriam os autores dos livros que eu lia, de onde vinham as idéias deles, o que eles haviam lido, o que eles haviam vivido.
Certo dia, um amigo me perguntou: “por que você não escreve um livro também?”.
Eu achei a idéia fantástica e investi. Com 13 anos eu escrevi “O Lobo”, mas depois de terminado, eu reli e não achei que fosse aquilo que eu queria dizer, percebi que era mais difícil do que eu imaginava.
Continuei lendo e imaginava como seria aquele panteão de escritores e todas as suas inspirações. Imaginava eles sentados em seus “locais de inspiração”, em seus “portos seguros”, debruçados e canalizando tudo aquilo que sentiam, o que pensavam, o que sonhavam. O meu local de inspiração estava mais perto do que eu supunha: meu quarto.
Saía para andar, olhar em volta, buscar algo, reparar em coisas que ninguém repara. Não era fácil, ainda mais quando as questões existenciais que todos nos perguntamos me atingiram em cheio. Através dessas questões, decidi escrever outro livro, e com 15 anos escrevi “O Imortal”. Foi muito bom escrevê-lo, foi prazeroso, mas ainda faltava algo.
Dei um tempo para escrita e continuei lendo, ganhei o apelido de “caro leitor”. Lia tudo, tudo mesmo, um pouco de psicologia, de medicina, livros do colégio, até bulas de remédio e dicionários eu cheguei a ler.
Sem saber qual profissão escolher, entrei para o SENAI por influencia de meu pai, mas depois de um tempo descobri que mecânica, elétrica e metalurgia não eram “bem” o que eu queria. Depois de algumas brigas e discussões com meu pai eu saí do SENAI e entrei na faculdade, a FAPA: queria ser professor de Português e Literatura.
Conheci pessoas fantásticas, expandi meus horizontes, tive aulas que mexeram comigo e me davam cada vez mais a certeza de que aquele era o meu lugar, era aquilo que eu queria.
Vi que eu não era o único que gostava de escrever e aquilo reacendeu a chama dentro de mim. Voltei a escrever, fazendo contos, crônicas e pequenos textos. Criei um blog onde divulgo alguns desses textos e posso discutir com o pessoal sobre os meus textos e os textos deles, tudo num clima de amistoso e de crescimento cultural.
Me perguntei certa vez porque eu escrevia. A resposta foi inesperada: claro, por prazer, mas havia algo mais, era um desejo semelhante ao do personagem de meu segundo livro, eu queria ser lembrado. Queria fazer algo bom e profundo que pudesse tocar as pessoas, pudesse fazer com que elas não esquecessem aquelas palavras e nem quem as escreveu. Poder passar adiante aquilo que aprendi, aquilo que vivi, aquilo que senti. É tudo que tenho dentro de mim: meus pensamentos, meus sonhos, minhas emoções. Agora começo a entender os escritores. Talvez eu esteja no caminho certo.
Peço desculpas a todos por não poder entrar commais frequencia no blog, mas o motivo é que recomeçaram minhas aulas, então vai ficar difcil. creio que minhas postagen, bem como meus comentários em outros blogs vão diminuir. Peço desculpas e espero que apreciem os textos :)
Falei parar meu tio que havia gostado dos livros do Sherlock Holmes e ele me presentou com vários livros, não só do o detetive de Conan Doyle mas muitos outros autores e personagens. Comecei a freqüentar a biblioteca da cidade e fui descobrindo grandes nomes como Shakespeare, Balzac, Dante, Dostoievski, Verne, etc.
Os meus preferidos eram aqueles livros fantásticos, com bastante fantasia, ficção, surrealidade. Gostava de ficar imaginando aqueles mundos. Imaginava também como seriam os autores dos livros que eu lia, de onde vinham as idéias deles, o que eles haviam lido, o que eles haviam vivido.
Certo dia, um amigo me perguntou: “por que você não escreve um livro também?”.
Eu achei a idéia fantástica e investi. Com 13 anos eu escrevi “O Lobo”, mas depois de terminado, eu reli e não achei que fosse aquilo que eu queria dizer, percebi que era mais difícil do que eu imaginava.
Continuei lendo e imaginava como seria aquele panteão de escritores e todas as suas inspirações. Imaginava eles sentados em seus “locais de inspiração”, em seus “portos seguros”, debruçados e canalizando tudo aquilo que sentiam, o que pensavam, o que sonhavam. O meu local de inspiração estava mais perto do que eu supunha: meu quarto.
Saía para andar, olhar em volta, buscar algo, reparar em coisas que ninguém repara. Não era fácil, ainda mais quando as questões existenciais que todos nos perguntamos me atingiram em cheio. Através dessas questões, decidi escrever outro livro, e com 15 anos escrevi “O Imortal”. Foi muito bom escrevê-lo, foi prazeroso, mas ainda faltava algo.
Dei um tempo para escrita e continuei lendo, ganhei o apelido de “caro leitor”. Lia tudo, tudo mesmo, um pouco de psicologia, de medicina, livros do colégio, até bulas de remédio e dicionários eu cheguei a ler.
Sem saber qual profissão escolher, entrei para o SENAI por influencia de meu pai, mas depois de um tempo descobri que mecânica, elétrica e metalurgia não eram “bem” o que eu queria. Depois de algumas brigas e discussões com meu pai eu saí do SENAI e entrei na faculdade, a FAPA: queria ser professor de Português e Literatura.
Conheci pessoas fantásticas, expandi meus horizontes, tive aulas que mexeram comigo e me davam cada vez mais a certeza de que aquele era o meu lugar, era aquilo que eu queria.
Vi que eu não era o único que gostava de escrever e aquilo reacendeu a chama dentro de mim. Voltei a escrever, fazendo contos, crônicas e pequenos textos. Criei um blog onde divulgo alguns desses textos e posso discutir com o pessoal sobre os meus textos e os textos deles, tudo num clima de amistoso e de crescimento cultural.
Me perguntei certa vez porque eu escrevia. A resposta foi inesperada: claro, por prazer, mas havia algo mais, era um desejo semelhante ao do personagem de meu segundo livro, eu queria ser lembrado. Queria fazer algo bom e profundo que pudesse tocar as pessoas, pudesse fazer com que elas não esquecessem aquelas palavras e nem quem as escreveu. Poder passar adiante aquilo que aprendi, aquilo que vivi, aquilo que senti. É tudo que tenho dentro de mim: meus pensamentos, meus sonhos, minhas emoções. Agora começo a entender os escritores. Talvez eu esteja no caminho certo.
Peço desculpas a todos por não poder entrar commais frequencia no blog, mas o motivo é que recomeçaram minhas aulas, então vai ficar difcil. creio que minhas postagen, bem como meus comentários em outros blogs vão diminuir. Peço desculpas e espero que apreciem os textos :)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Special Thanks!









And The Oscar goes to... não, perái, não era bem isso que eu queria dizer. Estou aqui para distribuir os selos do Destino! ok,não são do destino...não, também não possuem poderes mágicos! o que fazem? oras! são legais! (sorri)
Dedico os selos de numero 1 e 2 para Babi, do blog Reflexos e Reflexoes,por seus belos textos poéticos que nos fazem realmente refletir sobre nós mesmos e sobre a vida, para o o blog O Último Apague a Luz, de Clara Mazini, pelos seus textos que apesar de serem pequenos, são (quem diria?) incrivelmente na mosca, retratando temas de uma leveza ímpar e para Hélder e seu blog Ótica de um Míope, que faz lembrar muitos escritores humoristicos e tem tudo pra dar certo.
O selo número 3 eu dedico para meu grande amigo Mr Zig, pelo seu esplendoroso blog Pesar de Alma, onde ele trata sobr euma infinidade de temas que dizem respeito a cada um de nós, falando de amor, tristeza, alegria, medo, solidão, tudo de uma forma muito poética e com metáforas muito ricas e bem construidas e o selo 3 também vai para a garota Proibida e seu blog Liberdade em Suspensão , onde essa garota fala sobre amor, encontros, desencontros, apaixonites, dores e tudo o que passa pela cabeça de uma adolescente, tudo escrito com um "q" de "sou legal, mas se bobear, vc dança!
O selo de número 4 vai para Hélder, e seu blog Ótica de um Míope, um blog extremamente bem humorado, recheado de situaçoes inusitados do cotidiano a qual nenhum de nós está livre! e o selo 4 vai também para o blog Reflexos e Reflexoes,porque o blog da Babi é tudo de bom!
O selo 5 vai exclusivamente para o blog Reflexos e Reflexões, da Babi ( tá parecendo o Senhor dos Anéis, recebendo todos os oscars), porque ela merece.
O selo número 6 vai para Hélder, e sua Ótica de um Míope, pelos brilhantes textos escritos. e vai também para Ana e seu maravilhoso Cais de Sonhos, um blog muito bonito onde os sonhos vem desembarcar para que novos entrem e possamos seguir viagem.
O selo número 7 foi conquistado por Juliana Caribé, com o seu brilhante Quintal de Cores, um blog cheio de vida e de cor,literalmente, onde ela fala sobre tudo de um jeito simpatico e inteligente criando também desafios, como de responder a certas perguntas, também conquistado por Ana e o Cais de Sonhos, onde ela fala dos sentimentos, sejam eles quais forem, com poesia e maestria, como o capitaão de um navio que sabe o rumo a seguir, e para a garota Proibida e a Liberdade em Suspensão, abordando de uma forma bem incisiva os relacionamentos na tão dificil idade da adolescencia.
O selo de número 8 vai para Juliana Caribé e o Quintal de Cores, porque ela o blog é belíssimo, muito colorido, bem arranjado, cheio de fotos e dá uma sensação bao só de entrar nele e para a garota Proibida e a sua Liberdade em Suspensão, por ser um blog com um clima bem Power girl.
O selo de número 8 vai para Juliana Caribé e o Quintal de Cores, porque ela o blog é belíssimo, muito colorido, bem arranjado, cheio de fotos e dá uma sensação bao só de entrar nele e para a garota Proibida e a sua Liberdade em Suspensão, por ser um blog com um clima bem Power girl.
O selo de número 9 vai para Juliana Caribé (oras, chegou de mansinho e ficou com 3 selos!) e o Quintal de Cores, porque se vc não conferiu, confira! e para Ana e seu Cais de Sonhos, que tem leveza e intensidade, harmonia e caos, musica e dissonacia, contribuindo para o seu blog formidável.
e agora que chegamos ao meio da nossa comemoração...meio? hauhauahauhau! perdão! ao fim! espero que tenham gostado, tenham se divertido, foram belissimas atuaçoes, fico chateado de infelizmente não poder mandar nehum selo para Felipe Garcia e o seu brilhante Mundo de Sofisma e nem mais algum para Mr Zig e seu Pesar d Alma, porque todos os selos que possuo eles também possuem. tudo bem, damas, por favor, pela direita, rapazes pela esquerda,sem empurrão, não deixe comida cair no chão, umabraço e até a proxima!
MUITO IMPORTANTE: para saber qual selo é qual selo, digo, qualo número de cada selo, consulte ao lado,no blog, ou simplesmente conte-os de baixo para cima que vc descobrirá. qualquer dúvida, reclamação ou comentário, sinta-se a vontade!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
O vento
Ele se acorda e olha para o lado, na esperança de vê-la deitada ao seu lado e poder ouvir sua respiração. Toma banho e suas lágrimas se confundem a água. Escova os dentes e não tem coragem de olhar para o espelho. Ele vai até o mercadinho próximo a sua casa, atravessando aquela rua de chão batido, tão batido quanto seu coração. O céu está nublado, um dia frio com bastante vento. Ele põe algumas coisas no cesto e passa entre aqueles poucos corredores do mercadinho. Aquilo dava a ele uma sensação de segurança, de acolhimento, de calor, pra fugir do frio da rua. Não tinha muitas pessoas no mercadinho, mas eram seus conhecidos. Ele vai até o caixa e ela o cumprienta, diz que está sentida pelo que aconteceu e desvia o assunto para o clima. Ele escuta a triste música que se ouvia no radinho do caixa. Volta trazendo o pão, o queijo e outras coisas em uma sacola e olha para o jardim, não está mais belo como antes, as rosas estão mortas, e ervas crescem por toda parte, junto com o mato. Na mesa, apenas um prato. A sala perdeu aquele perfume que retirava qualquer dor e angustia, parecendo que o perfume era um bálsamo restaurador. Até o cachorro sente falta dela, pobre Bud. Tem espaço no roupeiro e ao olhar as roupas dela, parece que as roupas ainda esperam que ela volte e as vista. A TV está tediosa e aquele barulho incessante do telefone que não toca. O portão bate e ele corre para ver,mas é só o vento. A cama parece tão grande e tão fria. Vai ser dificil sem ela, mas é preciso se acostumar, tudo vai passar, com o tempo passa e a vida volta a sorrir. Lá fora o vento que vinha parecia assustar, mas era só a solidão.
Lie
Compre! Compre! você sempre quis isso e não sabia! olha lá! seu artista famoso, rico, poderoso preferido! você queria ser ele não? mas isso é muito fácil! é só comprar nas Empresas Lie! lá você pode obter tudo o que quiser! quer carro? temos! quer ser famoso? você pode! é só compra na Lie! olhe para suas roupas! aliás, chama isso de roupas! por favor, um mendigo se veste melhor que você! e estas marcas! jogue fora! a moda é essa: Lie! Gostou, não é? Não tem como não gostar, é Lie! O que você pensa do mundo? não pense! a Lie pensa por você! viu que fácil! que bom! Você ainda usa estas gírias? por favor, quando minha avó era moça usava essas gírias! é assim que se fala agora! Você chama isso de emprego? mas assim não será rico nunca! olhe estes! corra atrás, vá, se desespere, descabele-se! quer relaxar? releaxe só com os melhores, lugar de chique é com chique! vamos, sente-se numa poltrona..não tem poltrona? então não é chique! compre a poltrona! isso! agora chame o garçom! não tem garçom! contrate um! agora ponha o filme em ingles com legendas em alemão! não fala ingles e a unica coisa que sabe de alemão é "chucrute"! não se desespere! na Lie você consegue tudo isto! agora fume um cigarro,melhor, um charuto! abra uma ...cerveja não! champanhe! isto! Lie! sempre com você! pro seu bem!
_ Meu filho, desliga essa TV e vai dormir!
_Tá mãe!
Ele desliga a Tv e dorme.
_ Meu filho, desliga essa TV e vai dormir!
_Tá mãe!
Ele desliga a Tv e dorme.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
O Telefonema
O telefone toca na calada da noite. Ele se levanta e vai atender.
- Alô? – atende com uma voz cansada.
- Alô! E aí, pronto para amanhã à noite? – uma voz masculina falando rápido.
- Oi! Pensei que você tinha desistido, não retornou mais a ligação.
- Que desistir o que?! Então, tudo pronto pra amanhã à noite?
- Claro!
- Certo, quantos vão nos ajudar?
- Consegui seis pessoas.
- Seis! Nossa, bem...eles vão guardar segredo?
- Claro! Já fizeram isso antes!
- Que horas o pessoal vai sair da casa?
- Oito horas...voltam só depois da meia noite;
- Dá tempo de fazer todo o serviço?
- Sim.
- E os vizinhos...será que eles não vão ver?
- Não! Tem uma entrada pelos fundos, ao lado de uma casa que foi abandonada.
- Ótimo, e o material...conseguiu o material?
- Consegui! Mas foi meio caro.
- Foi buscar com o cara que eu te falei?
- Não fui, me esqueci.
- Por isso que saiu caro! Bem...e a dinamite, conseguiu?
- Dinamite? Achei que fogos de artifício seriam suficientes!
- E como planeja explodir um cofre subterrâneo com fogos de artifício?
- Cofre? Zé...tu não está falando da festa surpresa que nós vamos dar para a família Silva?
- Zé? Silva?...er...desculpe...foi engano!
Click!
Fernando Locke
- Alô? – atende com uma voz cansada.
- Alô! E aí, pronto para amanhã à noite? – uma voz masculina falando rápido.
- Oi! Pensei que você tinha desistido, não retornou mais a ligação.
- Que desistir o que?! Então, tudo pronto pra amanhã à noite?
- Claro!
- Certo, quantos vão nos ajudar?
- Consegui seis pessoas.
- Seis! Nossa, bem...eles vão guardar segredo?
- Claro! Já fizeram isso antes!
- Que horas o pessoal vai sair da casa?
- Oito horas...voltam só depois da meia noite;
- Dá tempo de fazer todo o serviço?
- Sim.
- E os vizinhos...será que eles não vão ver?
- Não! Tem uma entrada pelos fundos, ao lado de uma casa que foi abandonada.
- Ótimo, e o material...conseguiu o material?
- Consegui! Mas foi meio caro.
- Foi buscar com o cara que eu te falei?
- Não fui, me esqueci.
- Por isso que saiu caro! Bem...e a dinamite, conseguiu?
- Dinamite? Achei que fogos de artifício seriam suficientes!
- E como planeja explodir um cofre subterrâneo com fogos de artifício?
- Cofre? Zé...tu não está falando da festa surpresa que nós vamos dar para a família Silva?
- Zé? Silva?...er...desculpe...foi engano!
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